Algumas vezes, para responder a ocorrências, os militares têm que recorrer à “boleia” dos postos mais próximos.
O único carro que estava disponível, além de estar em fim de vida, com cerca de trezentos mil quilómetros, há duas semanas que está na oficina com a embraiagem danificada, aguardando ordem de reparação.
Os militares são obrigados a fazer o patrulhamento a pé, até mesmo no horário da madrugada.
Esta situação já fez com que a Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda Nacional Republicana (ASPIG/GNR) viesse publicamente manifestar a sua preocupação.
José Alho afirma que “não há viaturas para executar o serviço de patrulha às ocorrências, sendo, no entanto, escalados para o efeito, inclusive no horário 00/08horas, militares que constituem patrulhas apeadas. Porém, as patrulhas apeadas não têm permissão para permanecer no interior do quartel e no caso de terem conhecimento de qualquer ocorrência têm de recorrer às patrulhas de outros Postos territoriais (S. Teotónio ou de Vila Nova de Milfontes) a fim de estas as “recolherem” – em Odemira – e transporta-las ao local da ocorrência”.
Esta situação está a deixar os militares desmotivados “na medida em que são obrigados a permanecer apeados na rua durante a noite, por vezes em condições climatéricas adversas”, revela o presidente da ASPIG/GNR.