Depois de divulgadas, esta semana, as medidas de combate à pandemia para as escolas, o presidente Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), considera que “Governo e Ministério da Educação não estão, uma vez mais, à altura daquilo que a situação pandémica exige”.
No âmbito do novo referencial da Direção-Geral de Saúde, turmas inteiras já não vão ser obrigadas a ficar em casa durante duas semanas, sempre, que seja detetado um caso positivo, como aconteceu a partir de abril, quando a DGS reviu o protocolo de atuação para essas situações.
As orientações foram revistas, a duas semanas do início das aulas, e vão ser mais flexíveis, uma vez que, os contactos considerados de baixo risco ou que testem negativo devem regressar à escola.
Esta é a principal novidade para o próximo ano letivo, que arranca entre 14 e 17 de setembro, durante o qual se mantém a grande maioria das regras de segurança sanitária, incluindo a utilização obrigatória de máscara, a partir dos 10 anos, e “fortemente recomendada” para os mais novos.
Manuel Nobre, presidente do SPZS, reconhece a importância de algumas medidas anunciadas, mas afirma que “questões de ordem sanitária e pedagógica” continuam por esclarecer.
Entre as preocupações manifestadas pelo sindicalista está a vacinação em falta de muitos alunos e, por outro lado, que medidas estão a ser preparadas para a redução do número de alunos nas salas de aulas.
Manuel Nobre frisa que, para o início do ano letivo fazem falta medidas concretas para enfrentar de “forma determinada” as dificuldades acentuadas pela pandemia.