O engenheiro informático João Pedro Alexandre vai ser o candidato do PS à Junta de Freguesia de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja, nas eleições intercalares desta autarquia, revelou o próprio.
Em declarações à agência Lusa, o candidato explicou hoje que a sua candidatura resulta do facto de ser “uma pessoa da terra”, conhecido por estar “muito ligado ao associativismo local”.
João Pedro Alexandre assumiu também que se candidata à junta por acreditar que dará “uma contribuição válida para o desenvolvimento e bem-estar das pessoas da freguesia”.
“Sou uma pessoa da terra, sempre vivi cá, sempre estudei pela zona, tenho cá a minha família e sou uma pessoa conhecida da sociedade por ajudar [e] estar envolvido nas coisas”, resumiu.
Por isso, “quando o convite foi feito [para encabeçar a lista do PS à freguesia] não o aceitei de ânimo leve, porque vi e acompanhei o desenrolar de toda a situação das duas forças [políticas], de não conseguirem arranjar um ponto de equilíbrio e constituírem a junta de freguesia”, acrescentou.
Questionado quanto aos eixos estratégicos da sua candidatura, o engenheiro informático, de 47 anos, admitiu que, devido à situação, precisa “de pensar e analisar uma estratégia de desenvolvimento e de apoio para a freguesia”, mas, de momento, não tem ainda “nada definido”, nem “uma lista composta”.
João Pedro Alexandre realçou igualmente ser “uma pessoa de consensos”, que “não entra em presídios e guerrilhas” e que se candidata sem “populismos ou atos partidários”, tendo sim como “foco a terra e as pessoas que nela residem”.
“Acho que as pessoas devem vir em primeiro lugar, independentemente do partido A, B, C ou D”, aludiu.
João Pedro Alexandre substitui Albano Fialho, anterior candidato socialista à freguesia, desconhecendo-se, por enquanto, os nomes que representarão a CDU e o Chega nestas eleições intercalares à Junta de Ferreira do Alentejo.
A decisão de avançar para novas eleições nesta junta de freguesia deve-se à renúncia da presidente eleita nas eleições autárquicas de outubro de 2025, Sandra Albino (CDU), e dos candidatos da sua lista à assembleia de freguesia, alegando instabilidade política.
“Os eleitos do PS [quatro], aliados ao único eleito do Chega, optaram por bloquear sistematicamente todas as propostas apresentadas [pela CDU], inviabilizando qualquer solução governativa”, referiu numa carta aberta à população, divulgada no dia 06 deste mês.
Na altura, em comunicado, a Comissão Política Concelhia de Ferreira do Alentejo do PS argumentou que, “já desde novembro de 2025”, havia apontado à realização de eleições intercalares para a freguesia “como solução para o impasse, teimosamente, causado pela CDU”, algo que os seus eleitos “só por si, não podiam provocar face ao sistema legal”.
Segundo os socialistas, a presidente eleita dominou política e partidariamente a junta e impediu “a assembleia de freguesia de aprovar um elenco do executivo viável”.
Nas autárquicas de 2025, a CDU alcançou 991 votos (quatro mandatos), o PS ficou em segundo lugar com 961 votos (quatro mandatos) e o Chega em terceiro com 236 votos (um mandato).
De acordo com a Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, as eleições intercalares realizam-se no espaço de 60 dias posteriores à renúncia.
Rádio Pax / Lusa