O médico oncologista do Hospital de Évora acusado pela família de um doente de alegada negligência apresentou a cessação de funções. A saída produz efeitos a partir de 30 de setembro, confirmou a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central.
A decisão surge enquanto decorre uma investigação interna à assistência prestada a um homem de 64 anos, que morreu nas urgências do hospital, a 15 de julho. A família considera que houve uma alegada desvalorização de sintomas como febre e infeção num doente com cancro da orofaringe.
A ULSAC abriu, no passado dia 5, um processo interno de averiguação para esclarecer as circunstâncias da assistência médica. A instituição garante que o procedimento está a decorrer de forma rigorosa e imparcial e que ainda não existem conclusões.
A família apresentou também queixas junto de várias entidades, incluindo o Ministério Público, a Ordem dos Médicos, a IGAS e a Entidade Reguladora da Saúde.
O caso está, por isso, a ser analisado por várias instâncias. Até ao apuramento dos factos, a ULSAC sublinha que não vai antecipar qualquer conclusão sobre a atuação do médico.