Durante uma semana, quase tudo pode transformar-se em palco em Mértola. Do cineteatro às ruas, passando pela Mina de São Domingos, o concelho prepara-se para receber cinema, teatro, circo, residências artísticas e criação comunitária. É o regresso do Arte Non Stop, que arranca na próxima segunda-feira e se prolonga até 27 de setembro.
A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Mértola e pretende afirmar o concelho como um território aberto à criação contemporânea, aproximando artistas, população e lugares.
A primeira noite pertence ao cinema. Às 21h00 de segunda-feira, o Cineteatro Marques Duque recebe o filme “Fogo do Vento”, numa sessão que contará com a presença da realizadora Marta Mateus.
Na terça-feira, à mesma hora e no mesmo espaço, será apresentado o filme-concerto “A Barragem”.
A programação começa depois a sair das salas e a cruzar diferentes linguagens artísticas.
No dia 23, o espaço PREC recebe, às 18h30, uma conversa dedicada à relação entre arte e território.
No dia seguinte, há dois espetáculos e duas localidades envolvidas. “Espantos”, do Projeto Sementeira, sobe ao palco do Cineteatro Marques Duque, às 19h00. Mais tarde, às 21h00, “Olvidar”, das companhias Cepa Torta e Malvada, chega ao Musical da Mina de São Domingos.
E na sexta-feira, dia 25, o circo sai para a rua.
A palhaça e acrobata francesa Barbara Prost apresenta “Bath-Flop”, às 19h00, no Largo Vasco da Gama, em Mértola.
No sábado, a portuguesa Maria Simões leva “Umana” ao Cineteatro Marques Duque, também às 19h00. O programa inclui ainda a Mostra de Teatro Comunitário de Mértola, uma conversa sobre criação e o início de uma formação de clown, que continuará até domingo.
O Arte Non Stop inclui igualmente residências artísticas. “Olvidar” estará em criação na Mina de São Domingos entre os dias 21 e 24, enquanto o Projeto Sementeira desenvolve uma residência no Cineteatro Marques Duque no dia 23.
A proposta da autarquia é que o público não se limite a sentar-se e assistir. A intenção passa também por experimentar, participar, conversar e acompanhar processos de criação, procurando ligar cada projeto às pessoas e ao território onde acontece.
De 21 a 27 de setembro, Mértola e a Mina de São Domingos transformam-se, assim, num laboratório artístico a céu aberto. Durante sete dias, o espetáculo não estará apenas em cima do palco: a ideia é fazer do próprio território parte da criação.