O concurso público para a construção da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) de São Teotónio, no concelho de Odemira, distrito de Beja, vai ser lançado na quinta-feira, num investimento de 13,6 milhões de euros, foi hoje divulgado.
Em comunicado, o Ministério do Ambiente e da Energia explica que a Águas Públicas do Alentejo vai lançar na quinta-feira o concurso público, estando este projeto integrado no Sistema de Abastecimento de Santa Clara, que serve o município de Odemira e que “assegura o fornecimento de água a cerca de 29 mil habitantes”, entre população residente e flutuante.
“Esta intervenção permitirá substituir infraestruturas obsoletas e modernizar profundamente o sistema de tratamento e abastecimento de água, reforçando a segurança do serviço e a eficiência da exploração”, lê-se no documento.
De acordo com o ministério, a nova ETA de São Teotónio vai substituir “cinco estações de tratamento” atualmente em funcionamento, todas elas com “alguns anos e de menor dimensão”.
Após a sua conclusão, esta estação vai operar em conjunto com as ETA´s de Santa Clara e de Almograve, revela o ministério.
O sistema, segundo o Governo, inclui ainda uma unidade fotovoltaica para auto consumo, “contribuindo para a redução” dos custos energéticos e para uma “exploração mais sustentável”.
“A infraestrutura terá capacidade para tratar cerca de 300 metros cúbicos de água por hora, assegurando o tratamento da água captada na albufeira de Santa Clara e após o transporte em adutor ao longo de 60 quilómetros de extensão”, acrescentam.
Este investimento, segundo o Ministério do Ambiente e da Energia, vai responder a uma “necessidade identificada e sinalizada há mais de 20 anos”.
“O investimento global é de 13,6 milhões de euros, com financiamento assegurado por fundos europeus. As obras deverão ter início no segundo semestre de 2026, com uma duração estimada de 870 dias, prevendo-se a sua conclusão até ao final de 2028”, lê-se no comunicado.
Citada no comunicado, a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinha a “importância estratégica” da obra, considerando-a “fundamental para reforçar” a segurança do abastecimento de água no concelho de Odemira, modernizando infraestruturas que “operam no limite” da sua capacidade.
“Estamos a investir na qualidade da água, na eficiência da operação e na resiliência de um território particularmente exigente, garantindo um serviço público essencial às populações, hoje e no futuro”, acrescenta a governante.
Rádio Pax/Lusa