“O país tem de olhar para o Alentejo”

O Partido Social Democrata escolheu a cidade de Beja para as comemorações do 44º aniversário.
Os históricos líderes das regiões autónomas dos Açores e da Madeira, Mota Amaral e Alberto João Jardim, foram homenageados.
O PSD já tinha vindo justificar a escolha da cidade de Beja para a realização da festa de aniversário do partido por esta “personificar alguns dos maiores desafios de Portugal no presente, designadamente a necessária reforma da descentralização”.
Alberto João Jardim fez, precisamente, referencia á importância da descentralização e de uma regionalização bem planeada. O antigo Presidente do Governo Regional da Madeira deu como exemplo o trabalho feito nas regiões Autónomas, criticando o “centralismo de Lisboa”.
Referindo-se ao interior do pais e a Beja em particular, João Jardim afirmou que “é uma lacuna Beja ser a única capital dos distritos que não tem auto-estrada a chegar até aqui”.
Reportando-se também ao interior, Rui Rio defendeu que “o país tem de olhar para o Alentejo (…) como uma oportunidade de desenvolvimento nacional”.
Afirmando que esta tem sido uma “região historicamente sofrida (…) e esquecida pelos poderes políticos”, Rui Rio lembrou que foi Sá Carneiro, na altura, primeiro-ministro, o primeiro a olhar para o Alentejo com “sentido de justiça e oportunidade”.
O líder do PSD desenvolveu ainda algumas ideias para colocar em andamento os pilares de desenvolvimento do baixo-alentejo.
Sobre o estado das acessibilidades rodoviárias, fez duras críticas ao estado do IP8 e a situação da A2 até Malhada Velha. Uma extensão que, apesar de estar concluída, está “incompreensivelmente encerrada ao trafego”.
No discurso de encerramento das comemorações do aniversário, Rui Rio apontou ainda baterias ao governo. Falando para uma audiência que encheu o Teatro Municipal Pax Júlia, o líder do PSD mostrou-se particularmente preocupado com o “colapso” do Serviço Nacional de Saúde.
Recorde-se que a Sessão Solene de aniversário realizou-se no Cine Teatro Pax Júlia, local onde o Partido Social Democrata viu boicotado um comício em Abril de 1975, facto que foi relembrado na cerimónia.