Pais preocupados com a má qualidade da comida na Escola de Santiago Maior, em Beja

Pais e encarregados de educação da EB 2, 3 de Santiago Maior, em Beja, estão descontentes com a qualidade e quantidade das refeições servidas aos alunos pela Uniself, empresa concessionária do refeitório da escola.

Peixe e carne mal confeccionados, sem sabor, por vezes, crus e doses muito pequenas para as necessidades das crianças são alguns dos problemas apontados.

Sofia Monteiro, presidente da Associação de Pais, disse à Rádio Pax que a situação foi reportada várias vezes à direcção da escola e à

DGESTE, Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, só que, até ao momento, “nada foi resolvido”.

Eduardo Afonso, pai de um aluno, afirma que “apesar das queixas, não são notadas quaisquer melhorias”. Este encarregado de educação acrescenta ainda que, “a escola, quando confrontada com estes problemas, tem respostas evasivas”.

Nos dias em que as refeições têm alguma qualidade, “há alunos que pedem para repetir só que, os responsáveis da cantina, não deixam”, revela Gertrudes Fialho, avó de uma criança.

Quando os pais perguntam aos filhos o que comeram na escola, muitas vezes as crianças respondem “arroz com arroz ou só arroz ou só massa”, partilham Ana Cristina e Cecília David, mães de alunos que frequentam a EB 2, 3 de Santiago Maior.

“Muitos dos alunos vêm de famílias com baixos recursos económicos e a comida da escola é a única refeição quente que têm ao longo do dia”, desabafa, preocupada, Sofia Monteiro.

A direcção da escola e a DGESTE têm conhecimento do problema que estão a tentar resolver junto da empresa.

A Rádio Pax tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos sobre a situação junto da Uniself.