Aconteceu no último sábado, no Complexo Desportivo Fernando Mamede, no encontro entre o Desportivo de Beja e o Louredense, da segunda divisão da Associação de Futebol de Beja. Aos oitenta minutos, com o resultado empatado a uma bola, o árbitro deu o jogo por terminado, por falta de condições de segurança.
Segundo a primeira informação, um adepto entrou no relvado e agrediu um jogador da equipa visitante. A PSP não estava no recinto e só chegou depois da ocorrência. O presidente da Associação de Futebol de Beja confirmou a interrupção e garantiu que os relatórios do jogo vão ser analisados.
Entretanto, o Clube Desportivo de Beja divulgou um comunicado oficial, em resposta a afirmações feitas nas redes sociais e na comunicação social. O clube lamenta os episódios de violência e condena qualquer comportamento desta natureza. Mas apresenta uma versão diferente: fala em agressões entre dois adeptos, um de cada clube, e diz que aconteceram fora do recinto de jogo.
O clube sublinha ainda um ponto que considera essencial. Garante que pediu policiamento para o encontro e que o pedido foi recusado. Diz também que a PSP foi chamada ao local pela organização e que nenhum elemento da estrutura do clube foi identificado pelas autoridades.
No plano desportivo, o comunicado explica que um atleta do Desportivo de Beja foi expulso com o segundo cartão amarelo, depois de uma falta, e que nenhum outro jogador da equipa foi admoestado. As agressões entre adeptos, defende o clube, devem ser distinguidas das decisões disciplinares da equipa de arbitragem.
O Desportivo de Beja pede que os factos sejam relatados com rigor, sem generalizações, e diz-se disponível para colaborar com as autoridades. Reitera o repúdio por qualquer forma de violência, seja de quem for.