A Direção Regional do Alentejo do PCP quebra o silêncio relativamente às últimas notícias sobre a perda de financiamento para a eletrificação da ferrovia entre Casa Branca e Beja.
Os comunistas falam em “manobras de ilusionismo político que visam desviar a atenção do que é essencial e alijar responsabilidades mútuas de PS e PSD”.
O PCP realça, em comunicado, que a decisão de reduzir em 60 milhões de Euros a verba do Programa Alentejo 2030 para a eletrificação da ferrovia “foi tomada no quadro da sua reprogramação, com aprovação no Comité de Acompanhamento do Programa (no processo que decorreu em Setembro/Outubro)”.
Os comunistas sublinham que “entre outras entidades, integram este comité: a Infraestruturas de Portugal, o Governo por via de diversos departamentos da administração central e comunidades intermunicipais e que esta decisão foi acompanhada pela tutela”.
Para o PCP é “imperativo que face às trocas de acusações e manobras se clarifique qual o pronunciamento em sede de comité de acompanhamento de cada uma destas entidades e é também importante sublinhar que no momento da decisão não se ouviu uma única palavra por parte do PS ou do PSD”.
Os comunistas lembram que apresentaram, no âmbito da discussão do Orçamento de Estado para 2026, uma proposta de lançamento dos concursos que fossem necessários para a execução da obra de eletrificação e modernização da linha ferroviária entre Casa Branca e Beja, Beja e Ourique, e Ramal de Aljustrel. A mesma foi rejeitada com os votos contra do PSD/CDS e a abstenção do PS.
O PCP considera que é importante continuar a lutar pela concretização da eletrificação da ferrovia e não poupa críticas ao deputado do PSD eleito por Beja.
“Querer agora, como pretende o deputado do PSD por Beja sacudir as responsabilidades do governo do PSD em todo este processo é, portanto, uma manobra de ilusionismo com fins claramente políticos que visa lançar uma nuvem de poeira sobre o essencial do conteúdo do processo e preparar o terreno para, face à contestação crescente, aparecer agora como seu salvador, desencantando um possível anúncio de que noutro instrumento qualquer haverá o financiamento que agora ficou em falta”.