O Estabelecimento Prisional de Beja entra a partir desta segunda-feira, dia 15, num clima de forte tensão. Os guardas prisionais recusam-se a realizar horas extraordinárias e avançam, já a partir de terça-feira, dia 16, para uma greve total, que se prolonga até 31 de janeiro, em protesto contra a constante falta de segurança na cadeia.
Segundo os guardas, a paralisação vai traduzir-se no funcionamento apenas dos serviços mínimos, com impacto direto na rotina dos reclusos. Durante o período de greve, os presos terão acesso apenas à alimentação, cuidados de saúde e higiene, permanecendo fechados nas celas cerca de 22 horas por dia, ficando suspensas grande parte das atividades internas.
Este protesto surge depois de uma greve realizada em outubro, entretanto suspensa para permitir negociações com a tutela. Sem respostas consideradas satisfatórias, os guardas prisionais de Beja avançam agora com uma forma de luta mais dura, alertando para riscos graves à segurança dentro da instituição.
A situação promete marcar as próximas semanas no Estabelecimento Prisional de Beja, aumentando a pressão sobre o Governo e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.