As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativas ao final de fevereiro, apontam para “uma redução muito acentuada da área semeada com cereais de outono/inverno para grão, estimando-se um decréscimo próximo de 50% face à campanha anterior, para a generalidade das espécies”.
A chuva persistente e a consequente saturação dos solos limitaram as janelas de instalação das culturas.
Já as searas instaladas apresentam um desenvolvimento vegetativo inferior ao normal para a época.
“O excesso de humidade no solo, associado às baixas temperaturas e à reduzida radiação solar, originou situações de stress fisiológico, com impactos muito negativos”, adianta o Instituto.
As condições verificadas impediram adubações de cobertura e o controlo de infestantes.
Quanto à produção de azeite, o INE revela que “deverá ser próxima da alcançada na campanha anterior, ao contrário das indicações recolhidas ao longo da campanha, com base na informação regional, que apontavam para uma redução da produção face ao ano anterior, associada sobretudo a condições meteorológicas adversas durante a floração e o vingamento, bem como a fenómenos climáticos extremos que afetaram algumas regiões produtoras”.