Produtores reclamam “equidade nas ajudas concedidas aos prejuízos da Língua Azul”

Produtores reclamam “equidade nas ajudas concedidas aos prejuízos da Língua Azul”

O Agrupamento de Uniões de OPSA – Organizações de Produtores para a Sanidade Animal, constituído por oito organismos de defesa sanitária do país, do qual faz parte a ACOS- Associação de Agricultores do Sul, enviou uma carta ao Ministro da Agricultura e Mar a alertar que ficaram de fora das ajudas muitos produtores.

Os subscritores do documento assinalam como positivo o Diploma que abre espaço a apoios referentes aos prejuízos provocados pela Doença da Língua Azul, apesar de os considerarem “insuficientes face aos prejuízos reais”. Reclamam a integração de produtores que ficaram de fora por razões que lhes são alheias, designadamente, administrativas, de rutura do stock de vacinas e de não serem elegíveis num segundo foco da doença em ano diferente.

De acordo com a ACOS, os subscritores da carta frisam que a distribuição de vacinas através do Agrupamento de Uniões de OPSA iniciou-se tarde e este atraso prendeu-se com todos os procedimentos que foi necessário assegurar, não só para constituir o Agrupamento como também para estabelecer o protocolo com a DGAV- Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

Acrescentam na missiva que as quantidades de vacinas inicialmente disponibilizadas e as ruturas de stocks atrasaram o processo que, no caso da vacina contra o serotipo 8, configurou sempre “uma cadência inferior às necessidades e, sobretudo, desfasada temporalmente daquilo que era necessário”.

Perante todos os problemas, os representantes das OPSA reclamam que sejam elegíveis nos apoios os produtores “que só puderam vacinar os seus efetivos depois da ocorrência do foco, devido a algumas das razões expostas (…)”.

Solicitam ainda que sejam elegíveis nos apoios os produtores afetados por focos diferentes em anos distintos, justificando “conhecimento de várias explorações com mortalidade e morbilidade significativas nos dois surtos consecutivos, apesar de terem vacinado, nomeadamente contra o serotipo 3. E ressalvam que “(…) não nos parece haver motivos para excluir explorações por já terem recebido ajudas para o surto anterior, pelo que entendemos ser de elementar justiça reconsiderar também esta situação”. 

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Farmácia de serviço hoje na cidade de Beja

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