Os eleitos do PS na União de Freguesias de Beja (Salvador e Santa Maria da Feira) acusam o presidente, eleito pela coligação de direita liderada pelo PSD, de estar “perdido, apresentando um orçamento cheio de incongruências, revelando desconhecimento das reais competências da Junta de Freguesia, além de que irá receber 17 000 euros anuais provenientes no orçamento da junta de freguesia”.
O PS contesta o Orçamento para 2026 e votou contra a proposta.
“Embora exista um aumento de cerca de 35 500 euros de previsão de receita para 2026, face a 2025, as verbas cabimentadas para o apoio ao associativismo, e para o PPI, contemplam um decréscimo de cerca de 18 000 euros face ao orçamento do ano anterior”, dizem os socialistas.
Os eleitos acrescentam que detetaram “com alguma perplexidade” que existe um aumento na despesa com os titulares dos órgãos de soberania de cerca de 17 000 euros, “uma vez que o presidente eleito optou por retirar esta verba do orçamento da junta para contemplar o meio tempo do seu vencimento, que não é suportado pela DGAL, situação inédita nesta União de Freguesias, uma vez que tal nunca tinha acontecido no passado”.
O PS mostra-se surpreendido que a eleita da CDU “tenha votado favoravelmente, este orçamento, uma vez que uma das bandeiras da coligação sempre foi a defesa das associações e dos trabalhadores”.
O Partido Socialista acrescenta que “nunca permitirá que os interesses pessoais estejam acima dos interesses dos fregueses, da melhoria de condições de trabalho dos funcionários, e não viabilizará que o presidente do executivo usufrua, a título particular, de uma verba do orçamento da freguesia, retirada dos apoios às instituições, e do investimento que poderia ser direcionado para obras estruturantes, que os nossos fregueses tanto necessitam, e para património da junta de freguesia”.