Beja foi destacada como exemplo das fragilidades no socorro médico no interior do país. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses alertou que, quando a VMER de Évora não está disponível, a viatura mais próxima é muitas vezes a de Beja ou Portalegre, situação que considera inaceitável e que pode colocar vidas em risco.
António Nunes falava na comissão parlamentar de inquérito ao Instituto Nacional de Emergência Médica, onde defendeu a criação de uma comissão consultiva que integre bombeiros e Cruz Vermelha, garantindo maior coordenação e transparência no sistema de emergência médica.
O dirigente sublinhou que no interior não existe a sobreposição de meios que há nas grandes cidades e criticou as falhas ocasionais das VMER, lembrando que “há coisas que não podem falhar”.
António Nunes defendeu ainda a modernização tecnológica do INEM, propondo que todas as ambulâncias estejam equipadas com tablets para acesso imediato a dados clínicos e geolocalização. O investimento estimado ronda os 10 a 15 milhões de euros para cerca de 1.800 ambulâncias.
A comissão parlamentar investiga a atuação do INEM durante a greve no final de 2024 e a relação do instituto com as tutelas políticas desde 2019.