STAL defende que “empregadores têm de tomar medidas que protejam os trabalhadores”

O STAL- Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional dirigiu uma carta-circular a todos os Presidentes de Câmara do País e aos Presidentes do Concelho de Administração de Empresas Locais ou Concessionárias de Serviços Públicos, a apelar que sejam tomadas medidas extraordinárias para garantir a proteção e defesa da saúde dos trabalhadores.

Na nota de imprensa enviada às redacções, o STAL refere que “apesar da pandemia de COVID-19, [os trabalhadores] vão continuar” a desempenhar as suas funções “de forma a garantir o funcionamento dos serviços públicos e a garantir de condições de salubridade.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional defende que devem ser tomadas nove medidas preventivas: atendimento ao público pela via presencial reduzido à sua expressão mínima ou mesmo na totalidade; adopção de medidas preventivas de distanciamento no atendimento presencial (se possível com barreira protectora); adopção de medidas de desinfecção extraordinária em locais de atendimento ao público, de transporte de trabalhadores, balneários, vestiários, viaturas e ferramentas de trabalho e de EPIs; e redução máxima de trabalhadores em serviço efectivo.

O STAL defende também a aquisição de sacos de plástico para papeleiras de forma a reduzir o contacto dos trabalhadores com os resíduos; suspensão imediata de abertura de sacos de resíduos sólidos, seja para efeito de fiscalização, separação de resíduos para reciclagem ou outros; aquisição atempada de EPI com proteção para riscos biológicos; informação constante sobre medidas e cuidados a adotar pelos trabalhadores e o pagamento integral da retribuição a todos os trabalhadores de forma a garantir a necessária tranquilidade social, o foco e a concentração daqueles que se encontram ao serviço.

No mesmo documento é referido que “apesar de mal remunerados, os trabalhadores da administração local, regional e empresas concessionárias, são fundamentais para manter o funcionamento dos serviços públicos e as condições de salubridade que visam salvaguardar a Saúde Pública”.

O STAL afirma ainda que “nestas difíceis circunstâncias os trabalhadores podem confiar no seu sindicato, (…) “.

Vasco Santana, coordenador do STAL em Beja disse à Rádio Pax que é importante que as “entidades empregadoras e os trabalhadores entendam que a prevenção é algo muito importante”.