O Ministério Público defendeu a condenação dos dois homens de etnia cigana, pai e filho, julgados pelo homicídio do filho e irmão, respetivamente. O caso aconteceu há quase um ano num acampamento na zona da Amareleja, no concelho de Moura.
Segundo a agência Lusa, o MP pediu a condenação do arguido de 68 anos por homicídio qualificado agravado e detenção de arma proibida. Já o filho, de 35 anos, deverá responder por homicídio simples.
A leitura do acórdão está marcada para a próxima terça-feira, no Tribunal de Beja.
De acordo com a acusação, tudo aconteceu após uma discussão familiar relacionada com a venda de uma égua. O Ministério Público sustenta que o filho mais novo entregou ao pai uma espingarda já municiada, dizendo: “dispara a ele pai”.
O disparo atingiu mortalmente a vítima, de 45 anos, no abdómen.
Durante o julgamento, o pai assumiu a autoria do crime e tentou ilibar o outro arguido. Já o irmão da vítima negou ter incentivado o disparo ou entregue a arma.
Os dois homens encontram-se em prisão preventiva.