No entender da CDU, “os documentos oficiais apresentados pela autarquia, com as contas referentes ao ano de 2015, mostram exactamente o contrário”.
A oposição enumera alguns aspectos como a taxa de execução do Plano de Investimentos que, segundo a mesma fonte, “ficou-se por pouco mais de metade do planeado (53%)”; a percentagem das despesas de capital no total das despesas da Câmara, que já foi de 40%, é agora de apenas 28%, o que significa, para a CDU, “que os recursos do município estão a ser cada vez mais utilizados para fins efémeros, sem grandes investimentos infra-estruturais”; o peso das amortizações dos empréstimos na despesa total que, em 2009 (gestão CDU), era de 3,5%, agora quase que duplicou e apresenta, em 2015, um valor de 6,24%; e o prazo médio de pagamento aos fornecedores que em Setembro de 2009 era de 29 dias, no fim de 2015 esse prazo vai para acima dos 90 dias.
Desta forma, os vereadores da CDU concluem que a gestão do actual executivo se traduz “em muita parra e pouca uva, demonstrando uma falta de estratégia concertada e necessária para o desenvolvimento do concelho”.
As declarações são de Manuel Nobre, vereador da CDU na Câmara Municipal de Aljustrel.