As carreiras urbanas de Beja apresentam vários problemas.
Na última Assembleia Municipal de Beja, realizada na terça-feira, no período de intervenção dirigido aos munícipes, uma utente deste serviço queixou-se dos atrasos dos autocarros, das alterações dos horários, da climatização deficiente e do envelhecimento da frota.
Gabriela Saraiva, é professora e utiliza diariamente as urbanas. Devido aos atrasos já foi obrigada várias vezes, a ter de pagar um táxi para cumprir horários.
A utente assegura que em pleno verão já viu um motorista das urbanas a sangrar do nariz devido ao calor dentro do autocarro.
Gabriela Saraiva lamenta que não exista um estudo sobre os utilizadores das urbanas e diz que o serviço parece ser prestado com base no conceito de “para quem é, bacalhau basta”.
Paulo Arsénio, presidente da Câmara de Beja, concordou com os problemas expostos.
O autarca apelou aos utilizadores das carreiras urbanas que denunciem os constrangimentos junto da Câmara para que esta possa exigir ao operador, a Rodoviária, a melhoria do serviço e o cumprimento do contrato, caso o mesmo não esteja a ser respeitado.
Paulo Arsénio recordou que o acordo com a Rodoviária vigora até abril de 2027 e foi assinado numa altura em que o único operador a concurso em Beja, tinha que satisfazer necessidades de outros concursos noutras grandes cidades do país.
A falta de empresas de transportes de passageiros em Beja acaba também por criar constrangimentos na contratação deste serviço.
O autarca admitiu que a Câmara não tem capacidade de fiscalizar todas as carreiras, todas as passagens nem todos os horários e apelou aos utilizadores que denunciem os problemas junto do município.