O projeto “Pinóquio na Escola” selecionou sete projetos vencedores, desenvolvidos por várias escolas do país e elegeu como principais temas de abordagem jornalismo local, emigração e saúde mental, informou hoje o ‘fact-checker’ em comunicado.
O Polígrafo e a Fundação Calouste Gulbenkian desenvolveram durante este ano a iniciativa “Pinóquio na Escola” que desafiou estudantes do ensino secundário a criar conteúdos originais de combate à desinformação, tendo sido premiados sete trabalhos desenvolvidos em duplas por alunos.
“Mitos, legumes e negócios em tamanho XL”, foi o projeto desenvolvido pela Escola Profissional Gustave Eiffel, no Entroncamento, sendo que o “trabalho consiste numa reportagem escrita e fotográfica sobre o tema dos fenómenos do Entroncamento”, procurando salientar a importância do jornalismo local.
O trabalho “1143 razões para desconfiar” da Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga, “surge da vontade de combater as ideias preconceituosas sobre os imigrantes, que nos dias de hoje, continuam a ameaçar a convivência pacífica em sociedade”.
Na mesma linha de pensamento, a Escola Secundária Francisco Franco, no Funchal, por sua vez, apresentou o projeto “A desinformação da emigração”, destacando três áreas de atuação: demografia, educação e trabalho.
Também a Secundária Almeida Garret, em Vila Nova de Gaia, procurou debater a imigração, enquanto problema ou oportunidade, levando a questão: “Imigração, problema ou oportunidade?”.
“Fake não é fact” foi o projeto apresentado pelo externato Marista de Lisboa e tem como objetivo explicar as diferenças entre diversos conceitos, bem como através da informação confiável desmistificar os vários mitos e generalizações.
Os alunos da Escola Básica e Secundária de Lousada Norte, em Nogueira, desenvolveram o texto “Mentira azeda”, que através de uma sessão educativa procurou esclarecer os mitos sobre o limão, mas também alertar para a importância de verificar a informação antes de a partilhar.
Finalmente, o projeto “Desinformação também adoece!”, da Escola Secundária de Serpa, tem como principal missão combater a desinformação, controvérsias, declarações e hábitos promovidos por influenciadores digitais relacionados com a saúde mental.
Cada uma das equipas vencedoras irá receber um ‘kit’ com materiais educativos, bem como a possibilidade de viajar até Bruxelas para terem uma sessão de formação sobre o combate à desinformação na Europa.
“Esta viagem, a realizar no mês de novembro de 2025, possibilitará aos alunos uma oportunidade única de contacto com o centro da democracia europeia, reforçando o impacto educativo e cultural da iniciativa”, lê-se no comunicado.
Rádio Pax/Lusa