Entrou hoje em vigor a isenção de portagens para residentes e empresas de alguns territórios do Alentejo nas autoestradas A2 e A6, mas a medida já está a gerar forte contestação.
Em comunicado, a Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista considera que, apesar de positiva, a decisão é insuficiente e injusta, por prever apenas isenções parciais, limitadas a determinados troços e dependentes da área de residência ou sede das entidades.
Segundo os socialistas, esta limitação cria situações de desigualdade. Por exemplo, um cidadão pode beneficiar da isenção numa viagem para o Algarve, mas já não numa deslocação para Lisboa, dependendo da autoestrada utilizada.
A estrutura do PS critica ainda o impacto nas empresas da região, que continuam a suportar custos mais elevados face a outras zonas do país, prejudicando a competitividade.
Outro dos pontos apontados prende-se com a nova portaria que regula o acesso à isenção, considerada uma “teia burocrática” que pode dificultar a aplicação prática da medida.
A Federação exige ao Governo a revisão do modelo, defendendo isenção total de portagens para todos os alentejanos e a eliminação dos entraves administrativos.