A família Torrão, nome incontornável da música tradicional e do cante alentejano, vai ser homenageada em Serpa durante a primeira edição do Festival Ibérico, que decorre entre 9 e 13 de junho.
A distinção, atribuída a título póstumo a Zeca Torrão e também dedicada a Francisco e Armando Torrão, reconhece décadas de dedicação à música tradicional alentejana e à preservação do cante, Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Autores e intérpretes de temas marcantes como “Glebes”, “Mondadeiras” e “Roubei-te um Beijo”, os irmãos Torrão deixaram uma marca profunda na identidade cultural do concelho e continuam a inspirar novas gerações ligadas ao cante alentejano.
O tributo assume especial significado numa cidade profundamente ligada ao cante e à identidade cultural do Alentejo, destacando uma família que ajudou a preservar e divulgar esta expressão musical dentro e fora da região.
O Festival Ibérico de Serpa promete transformar o centro histórico da cidade num palco de encontro entre Portugal e Espanha, unindo o cante alentejano, o fado e o flamenco numa celebração cultural sem fronteiras.
Promovido pelo Município de Serpa, o evento vai contar com quinze espetáculos e performances artísticas distribuídas por três palcos instalados no coração da cidade.
Um dos momentos mais aguardados será a apresentação de espetáculos originais de fusão entre o cante, o fado e o flamenco, protagonizados pelo fadista Ricardo Ribeiro e pelo músico e compositor Diogo Clemente, acompanhados por grupos corais do concelho e artistas flamencos.
A programação inclui ainda propostas ligadas ao rock e ao pop, numa aposta na diversidade musical e artística.
Com esta primeira edição, o Festival Ibérico pretende afirmar Serpa como um ponto de encontro cultural entre o Alentejo e a Andaluzia, promovendo o diálogo entre tradições, gerações e diferentes expressões musicais.