O Alentejo é apontado como um dos exemplos mais evidentes da importância dos imigrantes para o funcionamento das misericórdias portuguesas. A ideia foi destacada pelo Presidente da República, António José Seguro, durante a abertura do 15.º Congresso Nacional das Misericórdias, em Braga.
O chefe de Estado recordou declarações do presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, segundo as quais todas as misericórdias alentejanas contam com trabalhadores de seis a sete nacionalidades diferentes.
António José Seguro sublinhou que, em muitas localidades do país, são os imigrantes que asseguram o acompanhamento e os cuidados prestados aos idosos, contribuindo para evitar aquilo que classificou como um eventual colapso social.
O Presidente da República deixou uma palavra de agradecimento aos profissionais, portugueses e estrangeiros, que trabalham nas misericórdias, destacando a dedicação, o cuidado e o compromisso demonstrados diariamente junto dos utentes.
Na sua intervenção, António José Seguro destacou ainda o papel destas instituições na resposta social e na prestação de cuidados de saúde, lembrando que as misericórdias apoiam diariamente cerca de 158 mil pessoas em todo o país.
O setor integra 388 misericórdias, emprega 52 mil trabalhadores, gere 21 hospitais, mais de 500 estruturas residenciais para idosos, quase 400 creches e estabelecimentos de pré-escolar, além de 192 unidades de cuidados continuados.
Para o Presidente da República, as misericórdias continuam a ser uma verdadeira “espinha dorsal da solidariedade” em Portugal, assumindo frequentemente uma presença de proximidade onde o Estado nem sempre consegue chegar e representando, em muitas zonas do interior, uma das principais fontes de emprego.