Esta terça-feira, Serpa transforma-se. Arranca hoje a primeira edição do FIS — Festival Ibérico de Serpa, uma iniciativa da Câmara Municipal que vai animar o Centro Histórico da cidade até ao próximo dia 13 de junho. Entrada livre em todos os espetáculos.
A estreia começa logo ao final da tarde: às 19 horas, no Castelo de Serpa, a dança contemporânea toma o palco com o espetáculo Desta Ilusão. Pouco depois, às 21h15, Inês Gonçalves atua no Largo de Santa Maria. A noite fecha na Praça da República, às 22h30, com os Bandidos do Cante e os Camponeses de Pias a celebrar o cante alentejano como só eles sabem.
A ideia por trás do festival é tão simples quanto ambiciosa: celebrar o que une Serpa e a Andaluzia. Três patrimónios culturais imateriais reconhecidos pela UNESCO — o Cante Alentejano, o Fado e o Flamenco — são o fio condutor de uma programação distribuída por quinze concertos ao longo de cinco dias, entre a Alcáçova do Castelo, o Largo de Santa Maria e a Praça da República.
Mas o FIS não quer ser apenas um festival de música. A autarquia é clara quanto aos objetivos: promover a cooperação transfronteiriça, dinamizar o comércio local e valorizar o património edificado do Centro Histórico. Um evento cultural com vocação de desenvolvimento — económico e social — para uma cidade que, esta semana, se assume como palco de encontro entre dois países e duas formas de sentir o sul.