A representação política do Alentejo esteve em destaque no 43.º Congresso Nacional do PSD. O presidente da Distrital de Beja, Gonçalo Valente, defendeu uma profunda reforma do sistema eleitoral para dar mais voz aos territórios do interior.
Perante os congressistas reunidos em Santa Maria da Feira, o dirigente social-democrata alertou para o facto de o Alentejo representar cerca de um terço do território nacional, mas eleger apenas oito deputados para a Assembleia da República.
Gonçalo Valente considerou que esta realidade não corresponde a uma democracia plenamente representativa e sustentou a necessidade de corrigir os desequilíbrios existentes entre o litoral e o interior do país.
Na moção apresentada, o líder da Distrital de Beja propõe que cada círculo eleitoral passe a eleger um mínimo de quatro deputados, independentemente da sua dimensão populacional, defendendo ainda a criação de um círculo nacional de compensação para reduzir o desperdício de votos.
Segundo o responsável, a atual distribuição de mandatos penaliza regiões de baixa densidade populacional, limitando a capacidade de influência política de territórios como o Alentejo.
“Um país que ignora um terço do seu território precisa de ser repensado e reformado”, afirmou Gonçalo Valente, sublinhando que a coesão territorial também passa por garantir uma representação política mais equilibrada.
A proposta surge num congresso marcado por várias intervenções em defesa do interior do país, mas foi a questão da representação parlamentar do Alentejo que ganhou particular destaque pela voz da Distrital de Beja.