O Alentejo registou, entre 1 de janeiro e 15 de julho deste ano, 558 incêndios rurais que destruíram mais de dois mil 700 hectares, sendo o Baixo Alentejo a região mais afetada pelas chamas.
Segundo o relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, o Baixo Alentejo contabilizou 177 ocorrências e mil 647 hectares de área ardida. Seguem-se o Alto Alentejo, com 129 incêndios e 511 hectares queimados, o Alentejo Central, com 170 ocorrências e 397 hectares, e o Alentejo Litoral, com 82 incêndios e 176 hectares.
No conjunto da região, arderam 995 hectares de matos, 915 hectares de povoamentos florestais e 821 hectares de terrenos agrícolas. O Alentejo representou cerca de 11 por cento dos incêndios rurais registados em Portugal continental e nove por cento da área total consumida pelas chamas.
No distrito de Beja, foram registados 200 incêndios rurais que provocaram mil 760 hectares de área ardida. Deste total, 696 hectares correspondem a povoamentos florestais, 517 hectares a matos e 547 hectares a áreas agrícolas.
Entre os concelhos mais atingidos do país destacam-se três municípios alentejanos. Moura surge com 720 hectares ardidos em 18 incêndios, Aljustrel contabiliza 308 hectares consumidos pelas chamas e Castelo de Vide regista 297 hectares de área ardida.
Também três dos vinte maiores incêndios rurais registados este ano tiveram origem no Alentejo. O maior ocorreu em Santo Aleixo da Restauração, no concelho de Moura, onde o fogo consumiu 653 hectares. Seguem-se os incêndios de Aljustrel e de Santa Maria da Devesa, em Castelo de Vide, ambos com cerca de 291 hectares de área ardida.
A nível nacional, Portugal continental registou até 15 de julho quatro mil 975 incêndios rurais e mais de 30 mil 600 hectares queimados. Comparando com a média da última década, a área ardida aumentou 67 por cento, fazendo de 2026 um dos anos mais severos dos últimos dez anos.
O relatório do ICNF indica ainda que mais de um quarto das causas apuradas está relacionado com queimas de sobrantes agrícolas e florestais, seguindo-se as queimadas extensivas e os casos de incendiarismo imputável.








