Serpa, Castro Verde, Mértola, Vidigueira e Ourique estão entre os concelhos alentejanos escolhidos pela gigante chinesa Chint Solar para um ambicioso plano de investimento em energias renováveis, que prevê vários projetos de grande dimensão e reforça o Alentejo como o principal polo nacional da produção de energia limpa.
A empresa, que detém um pipeline de 6,6 gigawatts de energia solar em Portugal, está a avançar com novos projetos de centrais solares, parques eólicos e sistemas de armazenamento por baterias, a maioria localizada em território alentejano.
Em Serpa, a Chint Solar já explora desde 2022 a central solar da Ínsua, com uma potência de 48 megawatts. Já no concelho de Castro Verde está previsto o projeto de Cavandela, com uma central fotovoltaica de 504 megawatts, enquanto em Mértola avança o projeto de Monte Coito, também com 504 megawatts.
Na Vidigueira, a empresa pretende desenvolver um dos maiores projetos da região, com uma central solar de 340 megawatts, dois aerogeradores e um sistema de armazenamento de energia por baterias com capacidade para 620 megawatts-hora. O empreendimento poderá produzir anualmente cerca de 671 gigawatts-hora de eletricidade.
Também o concelho de Ourique integra a estratégia da empresa chinesa, com um projeto de 420 megawatts que já obteve autorização para ligação à rede elétrica nacional.
Entretanto, a Chint Solar iniciou este ano o processo de licenciamento de novos projetos no Alentejo, incluindo as centrais solares de São Gião, Tapada Grande e Monte Santos, que, em conjunto, representam mais de mil e 300 megawatts de potência, alguns dos quais associados a parques eólicos e sistemas de armazenamento de energia.
No concelho de Montemor-o-Novo, a empresa prepara igualmente um projeto híbrido que combina energia solar, eólica e baterias. A infraestrutura deverá produzir anualmente energia suficiente para abastecer cerca de 66 mil habitações e evitar a emissão de mais de 45 mil toneladas de dióxido de carbono.
A Chint Solar considera que estes investimentos poderão gerar emprego, receitas para os municípios e proprietários, além de reforçar a atratividade do Alentejo para novos projetos ligados à transição energética e ao desenvolvimento sustentável.








