No Alentejo, há utentes do Serviço Nacional de Saúde que continuam a ter de viajar quase duas horas para realizar exames de radiologia convencionados. O alerta consta de um relatório da Entidade Reguladora da Saúde, que revela fortes desigualdades no acesso a estes meios complementares de diagnóstico.
Segundo o documento, mais de 150 concelhos do país não dispõem de oferta convencionada de radiologia. No Alentejo, o tempo mínimo de deslocação até ao concelho mais próximo com este serviço pode atingir quase duas horas, o valor mais elevado de Portugal continental.
Apesar destas dificuldades, a despesa do SNS com exames de radiologia na região diminuiu 8,2% em 2025, ao contrário da tendência nacional. No conjunto do país, os encargos ultrapassaram os 135 milhões de euros, mais 3,2% do que no ano anterior.
A Entidade Reguladora da Saúde conclui que persistem assimetrias significativas no acesso aos exames, sobretudo nas regiões do interior, onde a distância continua a ser um dos maiores obstáculos aos cuidados de saúde.