A taxa de desemprego no Alentejo recuou para 4% no segundo trimestre de 2026, uma descida significativa face aos 5,5% registados nos primeiros três meses do ano e também inferior aos 4,9% observados no período homólogo de 2025. Os dados foram divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no relatório das Estatísticas do Emprego.
A região apresentou uma taxa inferior à média do país, que se fixou em 5,3%, o valor mais baixo desde o início da série estatística, em 2011. Entre as nove regiões NUTS II, apenas a Região Autónoma da Madeira registou um valor inferior, com 3,5%. O Alentejo igualou o Centro, seguido pelo Algarve (4,2%) e pelo Oeste e Vale do Tejo (4,6%).
Apesar dos resultados positivos, o INE assinala que os valores regionais têm fiabilidade reduzida, uma nota habitual quando se trata de estimativas territoriais mais detalhadas.
Primeiro trimestre: queda de 1,5 pontos percentuais
Segundo trimestre de 2025: descida de 0,9 pontos percentuais
Em Portugal, a taxa de desemprego foi estimada em 5,3%, menos 0,8 pontos percentuais face ao trimestre anterior e menos 0,6 em termos homólogos. A população desempregada caiu para 300,8 mil pessoas, enquanto o número de empregados subiu para 5,4 milhões, o valor mais elevado desde 2011.
A Península de Setúbal registou a taxa mais elevada do país, com 7,4%, seguida pelo Norte e pela Grande Lisboa, ambos com 5,7%. Nos Açores, o desemprego situou‑se em 5%.
Face ao trimestre anterior, todas as regiões viram o desemprego diminuir exceto a Península de Setúbal, onde aumentou 0,6 pontos percentuais. A maior redução ocorreu no Algarve, com uma descida de 2,5 pontos percentuais.
O INE deverá divulgar o próximo relatório das Estatísticas do Emprego a 4 de novembro de 2026.