Mértola, Vidigueira e Odemira estão entre os territórios alentejanos que podem beneficiar de uma nova vaga de investimento destinada a transformar equipamentos coletivos e espaços públicos. O programa Alentejo 2030 disponibiliza mais de 1,3 milhões de euros para projetos em zonas não urbanas, com o objetivo de melhorar espaços utilizados diariamente pelas populações.
A verba, proveniente do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, ultrapassa os 1,33 milhões de euros, sendo uma parte destinada à recuperação e adaptação de equipamentos coletivos e outra à qualificação de espaços públicos.
A aposta passa por tornar estes locais mais acessíveis, seguros, sustentáveis e integrados na paisagem, podendo incluir intervenções que alterem significativamente a forma como os equipamentos e espaços públicos são utilizados pelas comunidades.
O financiamento pode chegar aos 85% do valor elegível dos projetos, permitindo às entidades promotoras avançar com intervenções com um nível significativo de comparticipação comunitária.
As candidaturas não terão de ser apresentadas todas de uma só vez. O concurso está dividido em três fases, sendo que a primeira termina a 30 de setembro deste ano. A segunda decorre até 28 de dezembro e a terceira fica aberta até 31 de março de 2027.
No Baixo Alentejo, Mértola surge entre os territórios abrangidos, numa lista que inclui também Odemira e Vidigueira, além de Montemor-o-Novo, Portalegre, Vendas Novas, Alto Alentejo e Serra de São Mamede.
Ao todo, são nove estratégias territoriais que podem apresentar projetos ao abrigo deste aviso, enquadrado nas chamadas Parcerias para a Coesão Não Urbanas.
A intenção é levar investimento para fora dos grandes centros urbanos e melhorar infraestruturas que têm impacto direto na qualidade de vida das populações. Os projetos terão de respeitar princípios como a sustentabilidade ambiental, a eficiência energética, a adaptação às alterações climáticas e a valorização da paisagem.
Para a CCDR do Alentejo, este modelo pretende juntar autarquias e outros agentes locais na procura de respostas para os problemas específicos dos territórios rurais.
Mais do que financiar obras isoladas, a iniciativa procura reforçar a atratividade das comunidades rurais, melhorar os espaços à disposição das populações e criar melhores condições para residentes, visitantes e investidores.