A nova residência de estudantes da Universidade Politécnica de Beja começa a mostrar a dimensão do impacto no alojamento académico da cidade. Desde o início de setembro, 312 estudantes já estão instalados no edifício e o número deverá aumentar nos próximos dias, com a chegada de novos alunos colocados no ensino superior.
A expectativa é do reitor da instituição, Aldo Passarinho, que acredita que, “até ao final de setembro, a nova residência poderá aproximar-se da utilização plena”.
O edifício foi projetado para alojar 503 estudantes, o que significa que, com os 312 atualmente instalados, já está ocupada mais de 60% da capacidade prevista. A infraestrutura dispõe de quartos individuais e duplos e de estúdios, além de zonas de convívio e estudo, cozinhas comunitárias, áreas de refeição, lavandaria e ginásio.
A pressão sobre o alojamento deverá aumentar com as novas entradas. A instituição encontra-se em pleno processo de matrículas e inscrições para o ano letivo 2026/2027, com diferentes concursos e fases de acesso a decorrerem durante setembro e início de outubro.
A nova residência representa um dos maiores investimentos realizados nos últimos anos no alojamento estudantil em Beja. O projeto recebeu financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tendo como objetivo aumentar significativamente a capacidade de alojamento e reduzir os encargos dos estudantes que escolhem Beja para estudar.
A infraestrutura assume também importância estratégica para a própria Universidade Politécnica, num território onde a capacidade para atrair e fixar estudantes está diretamente ligada à existência de alojamento a preços acessíveis. A instituição já tinha apontado este investimento como uma forma de reforçar a sua competitividade e atratividade.