Conseguir emprego e casa continua a ser uma batalha difícil para muitas famílias ciganas do Alentejo, e há um projeto que quer perceber porquê.
Chama-se “Bridges, Construindo Pontes para o Empoderamento das Comunidades Ciganas no Alentejo” e é desenvolvido pela Universidade Politécnica de Portalegre. Prolonga-se até setembro de 2027 e abrange toda a região.
O primeiro passo é ouvir. Através de inquéritos, a equipa vai recolher informação junto das comunidades ciganas, das empresas e das instituições que trabalham no terreno. Em análise estão a discriminação, as necessidades de competências e de formação, e as condições de acesso ao emprego e à habitação.
A professora responsável, Márcia Oliveira, explica que o trabalho é transversal e envolve várias parcerias. E avisa que não há receitas únicas: o que faz falhar a integração em Elvas, por exemplo, pode ser diferente do que acontece noutras localidades, e o Alto e o Baixo Alentejo também terão realidades próprias. A ideia é encontrar soluções distintas para problemas distintos.
Com os dados recolhidos, o projeto quer propor ações de formação, modelos de incentivos para trabalhadores e empregadores e políticas de emprego mais eficazes e inclusivas. No final, será publicado um livro branco com orientações para políticas públicas que não discriminem a comunidade cigana.
O investimento é de cerca de oitenta e sete mil euros, cofinanciado em 85 por cento pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.