Se vai beber, não conduza. É este o alerta da campanha «Taxa Zero ao Volante», que arranca hoje e prolonga-se até 9 de novembro, promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, pela GNR e pela PSP.
É a última das onze campanhas do Plano Nacional de Fiscalização de 2026 e tem duas componentes: a sensibilização, a cargo da ANSR, e a fiscalização, a cargo da GNR e da PSP. Estão previstas cinco ações conjuntas no continente, com a participação dos serviços dos Açores e da Madeira. A campanha será também divulgada nos meios digitais.
Os números justificam o alerta. Em 2025, em cada cem vítimas mortais de acidentes rodoviários submetidas a autópsia, vinte e oito tinham uma taxa de álcool no sangue acima do limite legal. E, destas, setenta e oito por cento tinham uma taxa a partir da qual a condução é crime. Na fiscalização, foram feitos cerca de dois milhões e cem mil testes de álcool no continente, com uma média de 1,6 infrações por cada cem testes.
As autoridades lembram que sentir-se bem não é o mesmo que estar em condições de conduzir. Mesmo em pequenas quantidades, o álcool afeta a atenção, atrasa a reação perante o perigo e prejudica a capacidade de decisão, pondo em risco condutores, passageiros, peões e ciclistas.
Os conselhos são simples. Antes do primeiro copo, planeie como vai regressar a casa. Se vai conduzir, não beba. Combine quem conduz e garanta que essa pessoa não consome álcool. Se beber, use os transportes públicos, um táxi ou outro serviço com motorista. E nunca aceite boleia de alguém que tenha bebido.
A mensagem das autoridades é clara: se beber, não conduza.