Os comunistas citam como exemplo a realização de espectáculos e a atribuição de apoios a clubes e a colectividades. Os eleitos da CDU solicitaram à Câmara uma relação das associações apoiadas e daquelas que pediram apoio e que não lhes foi atribuído.
Miguel Ramalho, vereador da CDU, afirma que as ajudas são distribuídas de forma “discricionária”. Os comunistas não querem ver a empresa transformada num “saco cor-de-rosa” ao serviço da “estratégia eleitoral do PS”.
Os vereadores da CDU frisam ainda que “os trabalhadores da EMAS viram, no actual mandato, fortemente condicionada a sua intervenção, nomeadamente na diminuição drástica do trabalho extraordinário, o desaparecimento do subsídio de risco, entre outras, invocando-se sempre a necessidade da contenção financeira”.
Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, classifica como “terrorismo político” a postura dos comunistas.
O autarca lamenta que a CDU coloque em causa o apoio ao associativismo feito pela empresa municipal ao abrigo do que diz ser a “responsabilidade social” da EMAS.
Pulido Valente acrescenta que a EMAS não “substitui” a Câmara mas “complementa” a sua acção. Jorge Pulido Valente conclui que Miguel Ramalho “é a pessoa com menos legitimidade para falar” pois no anterior mandato, em que foi vereador, a EMAS “gastou rios de dinheiro em iniciativas de propaganda eleitoral como foi uma pista de gelo e outras actividades que nada beneficiaram as colectividades”.