Os vereadores do PS contestam a tabela publicada e afirmam que existem valores “duplicados” e valores de encargos prováveis que não podem entrar como dívida. O PS continua a afirmar que pagou uma dívida de 12 milhões de euros.
Cristina Valadas, ex-vereadora do pelouro das Finanças na autarquia, referiu ontem, em conferência de imprensa, que a diferença nas contas é de “4 milhões e 200 mil euros”. A antiga autarca frisou que o executivo socialista deixou uma dívida de “22 milhões e 800 mil euros” e agora lhes está a ser apontada uma dívida de “27 milhões”. Cristina Valadas garantiu que “este valor não existe como dívida”.
Jorge Pulido Valente disse que as contas apresentadas pela maioria CDU estão erradas e contêm “erros grosseiros” e “confusões em termos dos dados apresentados”. Para o agora vereador e antigo presidente da Câmara, como os “adversários políticos” sempre contestaram os valores apresentados pelo anterior executivo, no final do mandato, apresentam agora “dados que não são correctos para tentar justificar a sua argumentação”.
De acordo com Pulido Valente o quadro apresentado pela CDU “retirando os erros” vai ao encontro do que foi apresentado pelo PS. O autarca considera que o actual executivo camarário quer apenas “passar uma imagem negativa e de falta de seriedade” do executivo anterior.