que são uma concorrência desleal aos politécnicos do interior”. A ideia foi deixada na conferência realizada ontem em Beja onde o Partido Social Democrata debateu a reforma do Estado. O PSD está a discutir por todo o País esta matéria.
Mário Simões não tem dúvidas que a extinção dos Politécnicos de Lisboa e Porto iria conferir outra “dinâmica e outra procura” aos estabelecimentos de Ensino Politécnico do interior. O presidente da distrital de Beja do partido “laranja” defendeu também a regionalização, alegando que não será um “sorvedouro de dinheiro” como muitos argumentam. Para o presidente da distrital de Beja do PSD é necessário “reformar” a Assembleia da República. O também deputado do PSD não aceita que Lisboa, Porto, Setúbal e Braga tenham a maioria da representação parlamentar pois elegem mais de metade dos deputados da Assembleia da República.
João Filipe Queiró, secretário de Estado do Ensino Superior, esteve presente na sessão. O governante entende que é necessário evitar “medidas drásticas” e de “rotura”. João Queiró defendeu um equilíbrio do território e afastou qualquer encerramento dos politécnicos das duas maiores cidades portuguesas.
Teresa Leal Coelho, vice-presidente do PSD e do Grupo Parlamentar, deixou a ideia que para reduzir impostos é necessário diminuir a despesa pública. Em seu entender não haverá uma reforma “do estado social” pois a social democracia impõe a protecção dos mais desfavorecidos.