Em causa está uma portaria publicada no passado mês de Abril.
De acordo com o PCP “a concretizar-se a execução desta portaria, o Alentejo vê desaparecer dois hospitais distritais (Elvas e Serpa) assim como a desqualificação dos hospitais agora classificados para nível I (Portalegre, Beja e Litoral Alentejano) além de até Dezembro de 2015 perderem a valência de obstetrícia, o que implica o encerramento das suas maternidades”.
A DRA do PCP, considera “inadmissível” que neste processo não tenham sido envolvidos os profissionais de saúde e as entidades da região.
Os comunistas consideram que o Governo pretende “desinvestir nos cuidados de saúde hospitalares através da desclassificação de alguns dos hospitais existentes”, “limitar o acesso dos utentes à prestação de cuidados” e “viabilizar as unidades de elevada tecnologia do sector privado que ainda não puderam ser rentabilizadas”.
Diamantino Dias, membro da DRA do PCP, afirma que a portaria vai contribuir para a “desertificação” do Alentejo.