Alentejo aposta em mercados internacionais para travar sazonalidade e prolongar estadias turísticas

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo está a reforçar a promoção do destino nos mercados internacionais. A estratégia visa aumentar a estadia média dos visitantes e reduzir a sazonalidade turística na região.

A garantia foi deixada pelo presidente da Entidade Regional de Turismo, José Manuel Santos, que sublinha a importância do crescimento do mercado externo para consolidar o setor.

“O crescimento do mercado internacional para aumentar a estadia média e reduzir a sazonalidade é muito importante”, afirmou o responsável, em declarações aos jornalistas, após a apresentação de um estudo sobre o perfil e comportamento dos visitantes do Alentejo realizado em Évora.

José Manuel Santos reconhece que, apesar do aumento da procura internacional, “é preciso crescer mais”, explicando que a estrutura de promoção foi reforçada com mais recursos humanos e comunicação nos mercados externos.

Segundo o responsável, a entidade passou de uma para três gestoras de produto para mercados internacionais e duplicou também as equipas de comunicação externa, incluindo presença em mercados como o alemão, britânico e francês.

O dirigente lamenta, no entanto, não ser possível ainda avançar com uma representação dedicada ao mercado norte-americano, um dos mais relevantes para o destino, devido a constrangimentos orçamentais.

Apesar disso, a sazonalidade tem vindo a diminuir, em parte devido ao crescimento dos mercados canadiano e norte-americano, embora persistam desafios, sobretudo no litoral alentejano.

O responsável defende ainda o reforço de produtos turísticos como o golfe e experiências diferenciadoras, sublinhando que a estadia média está diretamente ligada ao tipo de oferta disponível no território.

De acordo com o estudo da Universidade de Évora, os turistas permanecem em média duas noites no Alentejo e gastam cerca de 133 euros por dia, valores que o responsável considera alinhados com os dados do Instituto Nacional de Estatística.

O estudo revela ainda um novo perfil de visitante, mais qualificado, com maior poder de compra e maior interesse por experiências ligadas à natureza, cultura e tranquilidade.

José Manuel Santos destaca que esta mudança representa uma oportunidade para os operadores turísticos criarem mais ofertas baseadas em experiências, reforçando a atratividade do destino.

O estudo conclui que o visitante do Alentejo é, em geral, casado ou em união de facto, com formação superior e rendimentos mensais entre os dois mil e os quatro mil euros, revelando uma evolução clara no perfil do turismo na região.

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