O Alentejo consolida-se como o grande motor da produção de azeite em Portugal, impulsionado pela expansão do olival nas áreas de regadio do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.
De acordo com o Anuário Agrícola divulgado pela EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, a área de olival na região já ultrapassa os 76 mil hectares, assumindo-se como a cultura dominante entre os cerca de 130 mil hectares atualmente regados pelo sistema de Alqueva.
O crescimento tem sido impulsionado pela forte procura internacional de azeite e pela instalação de olivais modernos, intensivos e altamente mecanizados. Embora os primeiros grandes investimentos tenham partido de empresas espanholas, responsáveis por cerca de 31% do capital aplicado, os produtores portugueses lideram hoje o setor, concentrando 64% do investimento.
A expansão da cultura do olival está também a impulsionar a produção nacional. As previsões para a campanha 2024/2025 apontam para um aumento significativo, podendo atingir entre 170 mil e 180 mil toneladas de azeite.
Nas últimas duas décadas, o setor olivícola português sofreu uma profunda transformação, com a produção a crescer mais de 300%. Atualmente, o Alentejo concentra mais de metade da área nacional de olival e cerca de 90% do azeite produzido no país, reforçando o papel estratégico da região no mapa mundial do chamado ouro líquido.