O Alentejo continua a afirmar-se como o grande motor da agricultura portuguesa. A ideia é defendida por Roberto Grilo, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, numa entrevista publicada pela Revista Voz do Campo.
Segundo o responsável, a agricultura é a “espinha dorsal” do território alentejano, garantindo emprego, fixação de população e atividade económica em zonas de baixa densidade. O setor gera mais de 1,3 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto e emprega cerca de 55 mil pessoas, representando uma fatia significativa da agricultura nacional.
Os números mostram o peso da região: o Alentejo produz mais de 80% do azeite português, cerca de 70% da amêndoa e mais de metade dos frutos de casca rija. A região destaca-se ainda na produção de vinho, cereais, frutos vermelhos e pecuária extensiva, reforçando a sua presença nos mercados internacionais.
Na entrevista, Roberto Grilo sublinha que o futuro do setor passa por responder a vários desafios, como a adaptação às alterações climáticas, a gestão eficiente da água, a inovação tecnológica e a renovação geracional dos agricultores.
A estratégia da CCDR Alentejo aposta também na valorização de sistemas tradicionais, como o montado, procurando garantir um modelo agrícola mais resiliente, competitivo e sustentável para a região.