Em Beja, o Canil e Gatil Intermunicipal do Alentejo (CAGIA) alerta para o aumento do número de animais errantes nos 12 municípios que serve. A entidade reforça que a realidade do bem-estar animal no interior do país continua distante daquela que se vive nas grandes cidades.
De acordo com dados do CAGIA, o número de cães recolhidos tem vindo a crescer todos os anos: 275 em 2022, 282 em 2023, 372 em 2024 e já 385 até setembro deste ano. Em contrapartida, o número de gatos recolhidos tem diminuído, resultado da aplicação do programa CED — Capturar, Esterilizar e Devolver, que permite controlar as colónias felinas da região.
Apesar de mais adoções estarem a ser concretizadas, a taxa de abandono continua a aumentar, com muitos casos associados ao envelhecimento da população, falta de condições e ausência de controlo reprodutivo.
O CAGIA sublinha que a falta de esterilizações e de identificação eletrónica ainda é um problema grave no meio rural, embora as campanhas de sensibilização já estejam a mostrar resultados positivos.
Recorde-se que o Canil e Gatil Intermunicipal da Resialentejo (CAGIA) é uma infraestrutura partilhada por vários municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Central, funcionando como uma resposta conjunta na área do bem-estar animal.
O equipamento serve os concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Moura, Mourão, Ourique, Reguengos de Monsaraz, Serpa e Vidigueira, assegurando a recolha, tratamento e encaminhamento de animais errantes, bem como ações de esterilização, adoção e sensibilização pública.