Baixo Alentejo continua a ser o “parente pobre” do país

O Baixo Alentejo continua a ser a sub-região com pior desempenho económico do Alentejo. O Instituto Nacional de Estatística divulgou os dados do Indicador per Capita, Percentagem de Poder de Compra e Fator de Dinamismo Relativo referentes a 2023. Os resultados colocam o Baixo Alentejo abaixo da média nacional, com um Indicador per Capita (IpC) de 86,45, uma Percentagem de Poder de Compra (PPC) de 0,94% e um Fator de Dinamismo Relativo (FDR) negativo de -0,58.

Entre os municípios da região, Beja e Castro Verde destacam-se como exceções positivas. Beja registou um IpC de 101,31, ligeiramente acima da média nacional, enquanto Castro Verde apresentou o valor mais elevado do distrito, com 105,97, embora com um fator de dinamismo negativo (-1,07).

Nos restantes concelhos, os números continuam a refletir a fragilidade económica da região.

Barrancos (69,02) e Mértola (70,42) surgem no fundo da tabela, seguidos de Cuba Moura, Serpa e Vidigueira.

Ferreira do Alentejo, Almodôvar, Alvito e Ourique situam-se também abaixo dos 80 pontos, reforçando o cenário de baixo poder de compra e fraco dinamismo económico.

A nível nacional, o Indicador per Capita médio foi de 100 pontos, com o continente a atingir 100,59. O Alentejo, no conjunto das suas sub-regiões, fixou-se em 90,17, representando apenas 4,02% do poder de compra total do país.

O Alentejo Litoral foi a sub-região mais forte, com um IPC de 92,98 e um fator de dinamismo positivo, graças sobretudo ao concelho de Sines, que apresentou 124,22 pontos, o único acima da média nacional, impulsionado pela atividade portuária e industrial.

Os dados do INE confirmam que as desigualdades territoriais no Alentejo permanecem acentuadas, com apenas Sines e Évora acima da média nacional.
A concentração de atividade económica continua a estar centrada nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, deixando o interior do país, e em particular o Baixo Alentejo, entre as zonas com menor capacidade económica e menor dinamismo de Portugal.

Nota:

O Indicador per Capita (IpC) mede o poder de compra médio por pessoa em cada município ou região, tendo como base de referência o valor nacional.

A Percentagem de Poder de Compra (PPC) indica o peso que o poder de compra de um determinado território representa no total do país. Por exemplo, se um concelho tiver uma PPC de 2% e o total do país for igual a 100%, significa que concentra 2% do poder de compra nacional.

Já o Fator de Dinamismo Relativo (FDR) reflete variações no poder de compra associadas a fluxos populacionais temporários, como os gerados por atividades sazonais ou turísticas, permitindo avaliar o dinamismo económico além dos residentes permanentes.

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Farmácia de serviço hoje na cidade de Beja

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