O Bloco de Esquerda questionou o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre o que diz ser a “degradação do serviço ferroviário na Linha do Alentejo, a indisponibilidade simultânea da totalidade do material circulante afeto à linha e ausência de plano de contingência da CP”.
Em causa estão os incidentes verificados no início do mês.
O BE quer saber se o Ministério das Infraestruturas e Habitação teve conhecimento prévio de que a CP – Comboios de Portugal mantinha em serviço, no dia 5 de maio de 2026, uma automotora com apenas um dos dois motores operacionais.
Questiona ainda se o Ministério considera “que a colocação ao serviço de material circulante com avaria conhecida é compatível com as obrigações de serviço público cometidas à CP, os deveres de segurança da circulação e os direitos dos passageiros”.
O Bloco quer que o Ministério explique as declarações públicas proferidas a 27 de abril de 2026, pelo presidente da CP que reconheceu a inexistência de um plano alternativo para fazer face à insuficiência de material circulante a diesel.
O BE pretende ainda apurar em que estado se encontram as negociações entre a CP e a Renfe Operadora para o aluguer de material circulante adicional, qual o calendário previsto para a contratação, a chegada ao território nacional e a entrada ao serviço desse material e qual o custo estimado bem como a respetiva fonte de financiamento.