Beja, Évora e Portalegre aparecem no fundo do mapa quando se olha para a presença de utilizadores estrangeiros em Portugal durante o verão. Uma análise da rede móvel da NOS mostra que os três distritos alentejanos concentraram as menores percentagens de utilizadores de operadores internacionais em roaming.
Em agosto, Beja representou apenas 1,1% do total de utilizadores estrangeiros identificados pela operadora no país. Évora ficou pelos 0,9% e Portalegre registou 0,8%, o valor mais baixo dos três.
Os números contrastam com os grandes polos turísticos. Lisboa concentrou cerca de 20% dos utilizadores estrangeiros, seguindo-se Faro, com 15,6%, e Porto, com 13,9%.
Entre maio e agosto, a NOS registou um aumento de 67,4% no número de utilizadores de operadores estrangeiros em roaming, provenientes de pelo menos 144 nacionalidades.
Os franceses dominaram claramente este retrato, representando 30% dos estrangeiros detetados. Seguiram-se espanhóis, com 16%, britânicos, com 8%, e norte-americanos, com 7%.
Mas há um dado curioso para o interior. O Alentejo recebe uma fatia reduzida destes visitantes, mas quem escolhe alguns destes territórios tende a permanecer mais tempo.
Portalegre foi mesmo o distrito português onde os veraneantes permaneceram durante mais dias, com uma média de 7,2 dias. No concelho de Avis, a permanência média chegou aos 9,8 dias e, em Monforte, aos 9,3.
A análise indica que muitos destinos do interior e do Alentejo apresentam estadias médias entre seis e dez dias, enquanto grandes centros turísticos registam uma rotação mais rápida de visitantes.
Os dados deixam, assim, duas imagens muito diferentes do turismo internacional no Alentejo: Beja, Évora e Portalegre continuam longe dos grandes fluxos de estrangeiros, mas alguns territórios mostram capacidade para segurar durante mais tempo aqueles que decidem ficar.