O ex-director clínico do Hospital de Beja, assegura que naquela unidade de saúde não estão reunidas “as condições necessárias ao adequado tratamento de doentes oncológicos, designadamente quando o seu internamento em serviço específico é imprescindível”. O médico, em funções de exclusividade no Hospital de Beja, denuncia a situação na sua página pessoal do facebook e justifica a posição “por imperativo deontológico e perante a actual inexistência, na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, do respectivo órgão técnico dirigente de topo hierárquico: direcção clínica”.
O médico tem vindo a alertar para as consequências da pretensão do Governo em reduzir o número de camas no Hospital de Beja.
Contactado pela Rádio Pax, Munhoz Frade recusou gravar declarações.
O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), EPE, manifesta, em resposta à Rádio Pax, a sua “indignação perante tão grave denúncia realizada por um médico e por não corresponder à verdade não constituí qualquer alerta”.
A Unidade Local diz que “importa esclarecer, que à data presente estão reunidas na ULSBA,EPE as condições técnicas e humanas necessárias para o adequado tratamento dos doentes oncológicos”.
De acordo com os esclarecimentos da ULSBA “os doentes oncológicos, sempre que a sua situação clínica determine a necessidade de um internamento, serão internados nos Serviços de Internamento do Hospital José Joaquim Fernandes, de acordo com as suas patologias”.