Realiza-se hoje a Marcha pelo Fim da Violência contra as Mulheres, uma iniciativa que pretende alertar para um problema que continua a marcar o país e também o distrito de Beja. Os números são alarmantes: só nos primeiros seis meses do ano, 13 pessoas foram assassinadas em contexto de violência doméstica: 11 eram mulheres. A GNR e a PSP receberam mais de 18 mil denúncias e identificaram 21 mil vítimas, o equivalente a quatro queixas por hora. É o crime mais denunciado e o que mais mata em Portugal.
A violência, porém, não se limita ao ambiente doméstico. Estende-se ao espaço público, ao local de trabalho, à esfera sexual, à perseguição, ao tráfico de seres humanos, à mutilação genital feminina e às novas formas de violência digital.
Para dar visibilidade a esta realidade e mobilizar a comunidade, o movimento cívico “No Alentejo somos mais a dizer NÃO à violência contra as mulheres” promove hoje a marcha que assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.
A concentração está marcada para as 18h00, na Praça da República, seguindo depois pelo Largo do Museu, Jardim do Bacalhau e terminando nas Portas de Mértola. Em caso de mau tempo, o encerramento decorrerá no exterior da Casa da Cultura. A iniciativa contará com os Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho e, no final, com a atuação do grupo coral feminino As Rosinhas, de Santa Clara do Louredo.
A organização lembra que a violência contra as mulheres “não é um problema delas, é um problema de toda a sociedade” e apela à participação de toda a população para que, juntos, se diga um NÃO claro, firme e urgente à violência.