Beja foi o único distrito alentejano a registar um aumento no número de recém-nascidos abrangidos pelo “teste do pezinho” durante o primeiro semestre deste ano. Ainda assim, no conjunto do Alentejo, os números continuam a revelar uma tendência preocupante.
Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, foram rastreados 1.354 bebés nos distritos de Beja, Évora e Portalegre entre janeiro e junho de 2026, menos sete do que no mesmo período do ano passado.
Beja registou 541 recém-nascidos estudados, mais três do que em 2025. Já Évora contabilizou 541 bebés, menos quatro, enquanto Portalegre desceu para 272, menos seis, mantendo-se como um dos distritos do país com menos recém-nascidos abrangidos pelo programa.
Comparando com há dez anos, o Alentejo perdeu 114 bebés rastreados, uma redução de quase oito por cento, refletindo a quebra demográfica da região.
O chamado “teste do pezinho” é realizado poucos dias após o nascimento e permite detetar precocemente doenças graves, possibilitando o início atempado dos tratamentos e contribuindo para proteger a saúde dos recém-nascidos.