Em Beja, vão abrir cerca de 500 novas camas para estudantes já no início do ano lectivo. A garantia foi deixada ontém pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
Recorde-se que a Rádio Pax ouviu ontem o antigo presidente do Politécnico, na sequência da notícia de que o Instituto Politécnico de Beja registou uma das piores taxas de ocupação a nível nacional. Relativamente às 500 novas camas para estudantes, o antigo dirigente levantou dúvidas e deixou a questão: “E agora, quem as vai ocupar?”
Na sequência destas declarações, a Rádio Pax procurou ouvir a atual presidente do Politécnico, Maria de Fátima Carvalho, para esclarecer algumas questões centrais.
Entre elas, os cursos que não tiveram qualquer candidato, como é o caso de Agronomia. Num território marcado pela agricultura e pela produção alimentar, a ausência de alunos em formações tão relevantes para o Alentejo levanta dúvidas sobre a estratégia da instituição.
Outra questão em aberto prende-se com a nova residência de estudantes, praticamente concluída, que contará com mais de 500 camas. A Rádio Pax quis saber que planos existem para garantir a ocupação desta infraestrutura e se há receios de que venha a ficar subutilizada, perante a quebra no número de alunos colocados no ensino superior.
Inicialmente, Maria de Fátima Carvalho mostrou-se disponível para responder a estas e outras questões, mas, mais tarde, voltou atrás na decisão e recusou-se a prestar declarações.
Um silêncio que a Rádio Pax lamenta, por entender que a população merece esclarecimentos claros e transparentes sobre o futuro do Politécnico de Beja.