Na nota semanal enviada à Rádio Pax, D. António Vitalino Dantas questiona as razões que levam algumas paróquias a não aproveitarem o escutismo para “ajudar os jovens do seu meio” e lembra que Salazar e o Estado Novo, “ao verem o atractivo do movimento escutista católico, quiseram inseri-lo na mocidade portuguesa”, sem sucesso.
Em sua opinião a Igreja precisa de “apoiar estes movimentos, com princípios e valores verdadeiros e coerentes em ordem à realização plena da dignidade da pessoa humana em sociedade e pedagogia adequada ao crescimento das novas gerações”.
O prelado considera que “o escutismo católico é um desses movimentos juvenis, já com provas dadas e que pode marcar a diferença na construção de uma sociedade mais fraterna, participativa na construção do bem comum, mais amiga do ambiente e da família e com simpatia entre a juventude”.
Para que o escutismo se “mantenha fiel aos seus princípios” é necessário, na opinião de D. António Vitalino Dantas, “formar boas chefias”.
“Aqui reside o segredo do seu bom funcionamento e a estratégia de um bom pároco e boa comunidade paroquial que aposta na força do dinamismo juvenil”, conclui o Bispo de Beja.