A vereadora socialista Cristina Valadas não esteve presente por encontrar-se de férias. Depois da saída dos eleitos comunistas e sem quórum, Pulido Valente adiou para hoje a reunião.
Os eleitos comunistas justificaram a acção por não lhes terem sido facultados documentos e informações sobre diversos temas, nomeadamente sobre um depósito a prazo de 250 mil euros e a listagem das dívidas a fornecedores e credores.
Miguel Ramalho referiu, em declarações à Rádio Pax, que relativamente à dívida da Câmara de Beja têm vindo a ser feitas afirmações “completamente falsas”. Segundo o vereador da CDU, a dívida a fornecedores da autarquia ronda os valores do início do mandato. Miguel Ramalho afirmou que os slogans publicitários da candidatura do PS à Câmara de Beja “escondem um conjunto de mentiras”.
O vereador da CDU considera que existe uma “falta de respeito enorme” pelo órgão e pelos vereadores por parte do executivo PS. Miguel Ramalho afirmou que esta foi uma forma de “protestar e denunciar” uma situação que tem sido “recorrente” ao longo do mandato. O eleito acusou Pulido Valente de não promover uma gestão “transparente”.
Jorge Pulido Valente lamentou a situação e disse que os vereadores “não tinham qualquer razão” para tomarem esta decisão. De acordo com o presidente da Câmara de Beja foram fornecidos os documentos que “estavam disponíveis”. Os restantes, por precisarem da validação da vereadora Cristina Valadas, que se encontra de férias, não foram entregues, justificou o autarca. Ainda assim a Câmara está dentro dos “prazos legais” para a entrega dos mesmos aos vereadores, esclareceu ainda Pulido Valente.
Na opinião do presidente do município, os vereadores quiseram “bloquear o funcionamento da Câmara” e tentaram “criar um facto político para explorar na campanha eleitoral”.
Para o presidente da autarquia esta é uma atitude “totalmente irresponsável” que prejudica “os munícipes e o concelho”.
Jorge Pulido Valente ironizou ao afirmar que os vereadores terminaram em “beleza”.
A reunião realiza-se esta manhã.